domingo, 7 de março de 2010

Subsídio Para Lição Bíblica nº 10 - EBD

Como exercemos nossa liderança, pelo Poder ou pela Autoridade

O comportamento de Paulo como Apóstolo e Líder é um grande exemplo para nós e principalmente os obreiros do Senhor que devem seguir seu exemplo na forma de liderar junto a igreja do Senhor. Na lição de nº 7 estudamos as suas característica como um líder servidor, que é o modelo ideal para quem quer seguir o ministério pastoral.

Na lição presente (nº 10) Paulo defende sua autoridade apostólica junto a igreja em face de um grupo que não respeitava e não dava ouvidos a seus ensinos, sem considerar a autenticidade de seu ministério.

Em nosso tempo também temos este grupo que desafia e desrespeita aos chamados do Senhor. Por outro lado, há aqueles que se arrogam do cargo de pastor ou missionário e vivem a explorar o rebanho do Senhor, demonstrando não ter a verdadeira chamada para o serviço santo. Neste ofício precisamos ser conscientes de que somos mordomos de Deus, observando a recomendação do apóstolo Pedro em sua primeira carta capítulo 5 versículos de 1 a 4. Neste texto está bem claro que devemos administrar o rebanho de Deus não por poder mas por autoridade. Qual a diferença?

Segundo Max Weber, um dos fundadores dessa área de estudo, o poder é a capacidade de obrigar, por causa de sua posição ou força, os outros a obedecerem à sua vontade, mesmo que eles preferissem não fazê-lo.

No novo dicionário de Webster, “autoridade” é definida como o direito e o poder de comandar e ser obedecido, ou para fazer alguma coisa. Autoridade é a habilidade de levar os outros, de boa vontade, a fazerem sua vontade, no caso do ofício pastoral nossa vontade é uma mordomia concedida por Deus, que deve ser repassada a homens fiéis - 2 Timóteo 2:2 “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.”

PRINCÍPIOS DE AUTORIDADE

  • Autoridade é bíblica – Mt 7.29; 8.7-9; Mc 1.27; 1 Co 9.16)
  • A autoridade pode ser usada sabiamente ou de forma abusiva;
  • O líder sábio precisa assegurar-se de não assumir autoridade que não lhe tenha sido atribuída legitimamente

ELEMENTOS DE AUTORIDADE:

Responsabilidade – Muitos problemas, tais como conflitos interpessoais, que surgem na liderança são, às vezes, o exercício da autoridade sem responsabilidade. A responsabilidade é uma missão que o líder se compromete a cumprir, prestando conta de sua realização.

Confiança – Aquele que nos confiou a dispensa de sua bênçãos, espera que sejamos achados fiéis. Quando abusamos da autoridade ou não a exercemos completamente nos tornamos inseguros e não cumprimos com nossa responsabilidade;

Influencia – Nossas ações trazem consequências para as pessoas que estão sob nossa liderança..O Obreiro não deve usar sua influência para benefício próprio, nem chantagear as pessoas para fazerem coisas que ele mesmo não quer fazer. Influencia fala de exemplo e o apóstolo Paulo nos exorta através da sua carta a Timóteo, a sermos exemplo do fiéis. Que nossa influencia desperte noutros o desejo de exercer o pastorado com autenticidade e frutificação.

O USO DA AUTORIDADE

Há líderes que exercem o ofício fazendo o quer, não prestam contas a pessoa alguma, impõem regras e diretrizes para serem cumpridas mas eles mesmos não as cumpre. Constroem seu próprio reino e ninguém ousa questionar.

A verdadeira liderança abre mão de qualquer coisa para realizar de forma correta a obra de Deus combatendo o mal e as falsas doutrinas dentro da igreja, ouve as pessoas e as trata de forma a alcançarem confiança e segurança para suas vidas, cumprindo seus objetivos e alvos propostos.

Sejamos líderes e não chefes.

quinta-feira, 4 de março de 2010

COMENTÁRIO BÍBLICO

O Crente e a oração

Lc 3.21 “E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu;”

Cristo é um exemplo para nós em todas as coisas, inclusive na oração. Nós lemos que Cristo orou ao Pai por tudo. Toda grande crise em sua vida foi precedida pela oração. Permitam-me citar algumas passagens.

Por ocasião de seu batismo Cristo estava orando. Enquanto orava, o céu se abriu (Lc 3.21), e o Espírito Santo desceu sobre ele.

Outro grande acontecimento em sua vida foi a sua Transfiguração. "Enquanto orava, a aparência do seu rosto se alterou, e suas vestes eram brancas e resplandecentes."

Antes de escolher seus apóstolos ele demorou em oração diante de Deus "E aconteceu naqueles dias que ele saiu para um monte para orar, e passou a noite em oração a Deus.” (Lc 6.12) Este é o único local onde está registrado que o Salvador passou uma noite inteira em oração.

Quando ele desceu do monte seus discípulos se reuniram em torno dele, e pregou um grande discurso conhecido como o Sermão da Montanha - o sermão mais maravilhoso que jamais foi pregada aos homens mortais. Se quisermos que os nossos sermões atinjam o coração e a consciência do povo, temos de estar muito em oração com Deus, então teremos poder com a palavra.

Outro exemplo de oração do Senhor, é a que está registrada no décimo sétimo capítulo de João. Essa é a maior oração em público registrada que Jesus fez.

Você pode lê-lo devagar e com cuidado em cerca de quatro ou cinco minutos. Acho que nós podemos aprender uma lição aqui. As orações de Nosso Mestre eram curtas quando feitas em público. Quando estava sozinho com Deus, ele poderia passar a noite inteira em comunhão com o pai.

Aqueles que mais oram em particular, em geral, fazem orações curtas em público. Longas orações são muitas vezes, falta de uma vida de oração particular com Deus, tornando-se cansativas para as pessoas que ouvem.

Vejamos alguns exemplos de orações curtas nos evangelhos:

  1. A oração do publicano era: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!" (Lc 18.13)
  2. A mulher siro-fenícia foi menor ainda: "Senhor, ajuda-me!" Ela foi pragmática, direta ao assunto, e ela conseguiu o que queria. (Mt 15.22)
  3. A oração do ladrão na cruz foi um pedido curto: "Senhor, lembra-te de mim quando entrares no Teu Reino!" (Lc 23.42)
  4. Oração de Pedro foi: "Senhor, me salva, ou vou morrer!"
  5. A Ultima oração de Cristo na cruz foi curta“Pai, perdoa-lhes eles não sabem o que fazem”. Eu acredito que a oração foi respondida:
    • Logo ali na frente da cruz, um centurião romano foi convertido. Foi provavelmente em resposta à oração do Salvador.
    • A conversão do ladrão, creio, foi em resposta a essa oração do nosso bendito Senhor.
    • Saulo de Tarso pode ter ouvido, e as palavras o seguiram e quando ele viajou para Damasco, e o Senhor falou com ele no caminho, ele reconheceu a sua voz;
    • No dia de pentecostes, alguns dos inimigos do Senhor foram convertidos. Certamente foi em resposta à oração: "Pai, perdoa-lhes!"

Assim, se você percorrer as Escrituras, você vai achar que as orações que trouxe respostas imediatas eram geralmente breves. Sejamos práticos em nossas orações vamos direto para o ponto, apenas dizer a Deus o que queremos.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Atualização do Blog

Queridos irmãos e amigos leitores, peço desculpas pela falta de atualização do blog por vários dias. Quero recomeçar com alegria e entusiasmo compartilhando com os meus leitores comentários bíblicos, notícias e subsídios para lições da EBD. Procurarei cuidar melhor deste blog.

Sempre pronto.
Pr. Besaleel F Assunção

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

COMENTÁRIO BÍBLICO

Esperar Pacientemente (Ex 15.22-25)
“Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água. Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara. E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? E ele clamou ao SENHOR, e o SENHOR mostrou-lhe uma árvore, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhes deu estatutos e uma ordenança, e ali os provou.”

A vitoriosa travessia do mar vermelho proporcionou aos israelitas uma visão maravilhosa da onipotência de Deus, porém a fé deles precisava de mais provas. Não estavam ainda treinados para enfrentar os problemas cotidianos. Diante do primeiro problema murmuraram impacientes contra Deus.

Há muitos que não suportam dificuldades, acham que servir a Deus é somente celebrações de vitórias, por isso fraquejam diante do próximo problema. A bíblia nos adverte: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. (Jo 16.33). Em vez de murmurar devemos exercer a nossa fé com paciência e perseverança.

Moisés viu o povo se queixar e murmurar, depois de caminharem três dias sem comida e sem água, e ao chegarem em Mara as águas eram amargas e não puderam beber. O povo sabia que Moisés era o responsável por eles como homem de Deus, então cobrou dele uma solução. Moisés tinha o recurso da oração e usou imediatamente clamando ao Senhor: “E ele clamou ao SENHOR, e o SENHOR mostrou-lhe uma árvore, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhes deu estatutos e uma ordenança, e ali os provou.” (V 25).

Neste episódio aprendemos duas coisas referente as respostas às nossas orações:

(1) A verdadeira vitória vem de uma fé paciente. (Sl 40.1) Às vezes nos apressamos e causamos um mal estar entre nossos irmãos por nossa falta de paciente. O povo só tinha que suportar e esperar um pouco mais a amargura de Mara, pois Elim estava logo ali com 12 fontes de água potável, uma fonte para cada tribo de Israel, e 70 palmeiras para descansarem. (Sl 91.1). Confia no Senhor e espera, ele te fará descansar!

(2) Quando crucificamos o eu e entronizamos Cristo em nosso coração, nossos queixumes e murmurações desaparecem. Não são as grandes experiências com Deus que curam um coração mau e queixoso e sim nossa dependência e confiança em sua ação em nosso favor. (2 Co 3:4; 1 Jo 5:14) “E é por Cristo que temos tal confiança em Deus”; “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve”.

A murmuração é resultado de um coração envenenado pela amargura que leva a conseqüências desastrosas para a vida do crente e aqueles que o cercam. Para termos uma oração eficaz que glorifica a Deus precisamos nos despir deste veneno observando o que diz a Palavra de Deus Efésios 4.31 e 32: Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A DESPEDIDA DE UM PIONEIRO

Recolhido pelo Senhor.

Passou para os braços do Eterno no inicio da noite de segunda feira, 22/06/09, num hospital de Brasília-DF, o Pr. Epifanio Cláudio Neto (meu querido pai). O mesmo já estava internado há alguns dias e consciente de sua chamada pelo Pai.
Ele nasceu em Pacajus – CE em 01/08/1928. Em sua juventude, trabalhava na roça com seu pai no plantio de feijão, mandioca e arroz. Era um jovem cheio de vida que nas horas de folga jogava bola, peteca e basquete. Fez o colegial no Colégio Sete de Setembro em Fortaleza – CE.
A sua decisão por Cristo ocorreu no segundo semestre do ano de 1943, tendo que sair de casa, pois seus parentes ficaram desgostosos com sua decisão. Passou então a morar na casa do Pr. José Teixeira Rego, que o acolheu e o instruiu na Palavra, fazendo o seu batismo em 07/09/1950. Posteriormente, participou da Escola Bíblica Noturna no Templo Central de Fortaleza, no período de 1950 a 1952, juntamente com cerca de 60 jovens, dentre eles o Pr. José Welingnton Bezerra da Costa. Num culto de vigília no ano de 1952 teve uma visão para vir ao Piauí. Isso foi concretizado em 16/08/1952, data em que chegou em Teresina e, coincidentemente, o dia do aniversário de 100 anos dessa cidade.
Em Teresina, apresentou-se ao então pastor da Assembléia de Deus, irmão José Ramos, que o indicou a um proprietário de uma padaria. Nela passou alguns dias ajudando nas atividades dessa empresa. Seguiu então para a cidade vizinha de Timom no Maranhão onde passou algum tempo na companhia do Pr. Antonio Alves Prado. Este lhe deu oportunidade para evangelizar alguns povoados do município, o que fez andando a pé com um saco nas costas levando roupas e a bíblia, a qual mostrava ao povo lendo-a e tendo boa aceitação. Passou dois anos em Timom.
No dia 28 de julho de 1954, seguiu para a cidade de São Pedro do Piauí com a autorização do Pr. José Ramos. O primeiro culto que dirigiu em São Pedro ocorreu em frente a casa do sr Alvaro.Nesta oportunidade, o proprietário da residência juntamente com toda a sua família, esposa e três filhos, fizeram sua decisão. Dentre eles, o jovem Alvaro de Freitas Martins Filho, que se tornou pastor (Pr. Newton). Em seguida, foi para Regeneração onde encontrou uma família de crentes, a do irmão José Pinto de Sousa. Este era funcionário da Malária e tinha um hotel, no qual o jovem Epifânio ficou hospedado por dois dias.
De lá seguiu para Floriano, onde ficou na casa de um irmão da igreja Batista na rua do Amarante, naquele município encontrou uma família de crentes membros da Assembléia de Deus vinda de Picos – PI. Encontrou-se também com cerca de vinte irmãos que se congregavam na igreja Batista dirigida pelo missionário americano Dr. Roberto. Conversando com esses irmãos resolveu alugar uma casa na rua do Amarante e no 2º domingo de agosto de 1954, juntamente com os mesmos, declarou organizada a Asssembléia de Deus em Floriano. Ficou lá cerca de dois meses deixando como dirigente da nova congregação o irmão José Orlando da Silva, sobrinho do Pr. Antonio Prado de Timom.
De Floriano voltou para São Pedro onde fixou residência no ano de 1955. No mesmo ano, casou-se com Raimunda Ferreira dos Santos no dia 19 de novembro. Em São Pedro, recebeu a visita do Pr. Alcebíades que o autorizou a Evangelista ficando responsável pela evangelização das cidades: São Pedro, Angical, Regeneração Palmeirais e cidades circuvizinhas, ou seja, assumiu interinamente o campo de Água Branca – PI. Houve um plano pra ir trabalhar no Maranhão, o que não foi concretizado.
No ano de 1963 fixou residência em Regeneração, permanecendo até o ano de 1965. Depois foi transferido para a cidade de Cocal da Estação. No ano de 1968, voltou para Regeneração, cidade em que ficou até o ano de 1969. Pois neste ano foi transferido para Ribeiro Gonçalves permanecendo até o final do ano. De lá foi para cidade de Simões (1970 – 1975), Piracuruca (1975 – 1978), Esperantina (1978 – 1984), Piracuruca – 2ª vez (1984 – 1986), Oeiras (1986 – 1988), Barro Duro (1989 – 1991), Castelo (1991 – 1993), José de Freitas (1993 – 1996), Batalha 1996 – 2006....

sábado, 30 de maio de 2009

A Importancia da Ceia do Senhor - subsidios para lção bíblica

Você já foi convidado a compor uma mesa de honra em reuniões solenes? Imagine como se sentem as pessoas que fazem parte de uma mesa de honra. Este destaque é dado às pessoas importantes no meio social em que atuam. Da mesma forma, e ainda de maior importância, é a Santa Ceia. Cerimonial solene que é conduzido em memória da morte de Jesus com o objetivo de levar a igreja a lembrar-se da sua redenção e justificação através deste sacrifício. A Santa Ceia é uma ocasião única e santa para a igreja sentir a participação de todos os membros com Jesus em sua morte. Sentar-se à mesa do Senhor é um privilégio e devemos nos aproximar dela com reverência e auto-exame.
O termo bíblico para “A Mesa do Senhor” é TRAPEZA KURIOU, nome que se encontra em 1 Co 10.21. Os gentios de Corinto faziam oferendas aos ídolos e depois do sacrifício se sentavam para comer a comida oferecida, e parece que alguns dos da Igreja de Corinto pensavam que era permitido unir-se com eles. Muitos hoje em dia também parecem não levar a sério este cerimonial e participam de qualquer jeito sem auto-exame encobrindo-se em seus delitos e pecados. “Por causa disso, há entre vós muitos fracos e doente e muitos que dormem” (1 Co 11.30)
Paulo encontra entre os membros da igreja de Corinto três classes de crentes:
1 – FRACOS
– sem força, de pouco ânimo, debilitado, enfraquecido. O crente fraco não tem ânimo para participar das reuniões de oração, estudos bíblicos e de outros trabalhos que são requeridos dos servos de Deus e, infelizmente, sempre acham defeitos nos que estão trabalhando. Paulo faz uma recomendação aos tessalonicenses com referencia aos fracos e outros tipos: “Rogamo-vos também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos e sejais pacientes para com todos.” (1 Ts 5.14) O termo bíblico para “de pouco ânimo” é “oligopsuchos, literalmente de alma pequena, denota desesperado, medroso, covarde, e no´s sabemos pela bíblia que os tais não entrarão no Céu. Os fracos são presas fáceis de satanás e suas tentações, trazendo para si e para a igreja local graves conseqüências. Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados, {ou paralisados} (Hb 12.12). Jesus veio “Para vivificar o espírito dos abatidos” (Is 57.15). Deus nos ajude para que possamos levantar os fracos e sem ânimo.
2 – DOENTES
– geralmente os doentes são sem apetites e não têm condições de trabalho. Precisamos ter fome de Deus da sua Palavra, Jesus fala metaforicamente desta necessidade: “bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;” (Mt 5.6) “Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome! Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis!” (Lc 6.21,25) Muitas doenças são contagiantes, tenhamos cuidado!
3 – DORMENTES OU MORTOS
- “koimaomai” é usado acerca do “sono” natural. Este uso metafórico da palavra sono é apropriado, por causa da semelhança na aparência entre um corpo dormente e um corpo morto: tranquilidade e paz normalmente caracterizam ambos. Fala de um estado adormecido da alma, quer dizer, da conformidade espiritual com o mundo do qual os crentes são advertidos a despertarem. “E isto {digo,} conhecendo o tempo, que {é} já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.” (Rm 13.11)

sábado, 9 de maio de 2009

Demandas Judiciais Entre os Irmãosm - Subsídios para a lição 6

O assunto desta lição nos leva a uma profunda reflexão sobre nossos relacionamentos. Paulo observa que o só existir entre nós demandas já é completa derrota. (1 C0 6.7). O apóstolo está nos alertando sobre nossa vida de união. A igreja deve ser uma, o corpo vivo de Cristo na terra, cumprindo seu propósito divinamente ordenado.
A igreja em Corinto estava seguindo os mesmos costumes do povo da época. Alguns membros parecem ter o intuito de estabelecer a superioridade. A questão é prestígio: quem dentro da igreja possui a posição mais elevada, a maior influência, mais poder, direito de controlar. Paulo mostra que este tipo de pensamento mundano pode parecer sábio de acordo com os padrões humanos, Deus julga esta sabedoria como loucura.
Nos litígios entre os irmãos, em vez de procurar o bem estar do outro, cada um procura ganhar seu caso, sem se preocupar com os prejuízos ou com as feridas que suas ações podem causar, abandonando o princípio básico do amor fraternal que deve governar os relacionamentos interpessoais dos cristãos. Não havia sido estabelecido na igreja o censo de justiça e os membros não se submetiam a uma liderança, cada um tinha seu próprio líder.
Quando os litígios surgem, movê-los é uma responsabilidade do corpo de Cristo. O conflito deve ser resolvido de uma forma que a harmonia seja restaurada entre as partes, ao ponto que novamente cada um considere o outro em amor cristão. A igreja é um local onde se deve estabelecer a justiça. A bíblia diz que o efeito da justiça será a paz. Nesse sentido devemos ser íntegros em nossos relacionamentos, sem ganância e sem egoísmo, que nos levam a atitudes ameaçadoras do galardão eterno.

INTEGRIDADE NOS RELACIONAMENTOS
1 Pedro 3. 8-9
8. E, finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irmãos,entranhavelmente misericordiosos e afáveis. 9. Não tornando mal por mal, ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados, para que por herança alcanceis a bênção.

Que é integridade?
Integridade é qualidade do que é íntegro, inteireza moral, retidão, honestidade. Íntegro é o que é inteiro, completo, a que nada falta, reto, incorruptível.
No grego do NT, diversas palavras aparecem no suddomínio semântico de Honestidade, Sinceridade, a denotar integridade, íntegro. São elas:alethés, relacionada com que é verdadeiro e honesto (Mt 22.16 – “E enviaram-lhe os seus discípulos, com os herodianos, dizendo: Mestre, bem sabemos que és verdadeiro, e ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas a aparência dos homens”.); apseudés, a significar o “não falar com falsidade; ser verdadeiro” (Tt 1.2). eilikrinés, referente ao que é sincero, no sentido de ter motivação pura, “sincero, sem motivos escondidos”. (Fp 1.1 “Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo;”). eilikríneia, para significar a “qualidade de sinceridade como expressão de motivos puros e não adulterados. “sinceridade, pureza de motivação”. (1Co 5.8; 2Co 2.17). áphthoría, qualidade de integridade como expressão de sanidade moral, “integridade, sinceridade”. (Tt 2.7). haplótes, qualidade de sinceridade como uma expressão de singeleza de propósito ou motivação, “sinceridade, pureza de motivos”. (Cl 3.22). hagnôs, relativo a pureza de motivos, “sinceramente, movido por motivação pura, por motivos sinceros”. (Fp 1.17)
Ao dirigir-se aos filipenses, diz-lhes Paulo que, em meio a uma geração corrompida e perversa, “pervertida e corrupta”, haviam eles de ser irrepreensíveis (amemptoi) e sinceros ( akeraioi), filhos de Deus inculpáveis ( amoma). Essas três palavras dão conta da integridade que Deus deseja em nós.
Amemptos, que ocorre cinco vezes no NT, significa irrepreensível, inatacável, e refere-se ao que somos em relação aos outros. É nossa reputação.
akéraios, que aparece três vezes no NT, significa “não adulterado, puro, genuíno”, e diz respeito ao que somos para nós mesmos, como nos vemos no espelho. Essa palavra era usada para referir o vinho puro, sem adulteração, ou o metal puro, sem liga.
A terceira palavra, amômos, presente oito vezes no texto do NT, significa “sem mancha”, ou “imaculado”. Refere-se ao que somos diante de Deus, sem manha alguma, assim como os animais aceitáveis para o sacrifício, no templo de Israel, haviam de ser. Observemos, também, o que Barclay explica sobre essas palavras.
Lembremos, outrossim, que amômos traz a idéia de estar sem falta, daí moralmente irrepreensível (Ef 1.4; Fp 2.15), palavra que se encontra dentro do domínio semântico de santo, puro.
Íntegro, diz muito bem Wiersbe, é o indivíduo não dividido (o que é duplicidade), nem fingido (o que é hipocrisia). É inteiro. A vida é harmoniosa e nela todas as coisas operam em harmonia. Pessoas de integridade nada têm a esconder e nada temem. Suas vidas são livros abertos
Mostra o mesmo autor, ainda, que a pessoa íntegra tem um coração honesto, u’a mente honesta, uma vontade honesta, uma visão honesta.